terça-feira, 6 de março de 2012

Guerra dos Canudos - Parte 1

A chamada Guerra de Canudos, revolução de Canudos ou insurreição de Canudos, foi o confronto entre um movimento popular de fundo sócio-religioso e o Exército da República, que durou de 1896 a 1897, na então comunidade de Canudos, no interior do estado da Bahia, no Brasil. O episódio foi fruto de uma série de fatores como a grave crise econômica e social em que encontrava a região à época, historicamente caracterizada pela presença de latifúndios improdutivos, situação essa agravada pela ocorrência de secas cíclicas, de desemprego crônico; pela crença numa salvação milagrosa que pouparia os humildes habitantes do sertão dos flagelos do clima e da exclusão econômica e social. Inicialmente, em Canudos, os sertanejos não contestavam o regime republicano recém-adotado no país; houve apenas mobilizações esporádicas contra a municipalização da cobrança de impostos. A imprensa, o clero e os latifundiários da região incomodaram-se com uma nova cidade independente e com a constante migração de pessoas e valores para aquele novo local passaram a acusá-los disso, ganhando, desse modo, o apoio da opinião pública do país para justificar a guerra movida contra o arraial de Canudos e os seus habitantes. Aos poucos, construiu-se em torno de Antônio Conselheiro e seus adeptos uma imagem equivocada de que todos eram "perigosos monarquistas" a serviço de potências estrangeiras, querendo restaurar no país o regime imperial, devido, entre outros ao fato de o Exército Brasileiro sair derrotado em três expedições, incluindo uma comandada pelo Coronel Antônio Moreira César, também conhecido como "corta-cabeças" pela fama de ter mandado executar mais de cem pessoas na repressão à Revolução Federalista em Santa Catarina, expedição que contou com mais de mil homens. A derrota das tropas do Exército nas primeiras expedições contra o povoado apavorou o país, e deu legitimidade para a perpetração deste massacre que culminou com a morte de mais de seis mil sertanejos. Todas as casas foram queimadas e destruídas. Canudos era uma pequena aldeia que surgiu durante o século 18 às margens do rio Vaza-Barris. Com a chegada de Antônio Conselheiro em 1893 passou a crescer vertiginosamente, em poucos anos chegando a contar por volta de 25 000 habitantes. Antônio Conselheiro rebatizou o local de Belo Monte, apesar de estar situado num vale, entre colinas. A situação na região, à época, era muito precária devido às secas, à fome, à pobreza e à violência social. Esse quadro, somado à elevada religiosidade dos sertanejos, deflagrou uma série de distúrbios sociais, os quais, diante da incapacidade dos poderes constituídos em debelá-los, conduziram a um conflito de maiores proporções. Povoação de Canudos, Bahia, Brasil. A figura de Antônio Conselheiro Antônio Vicente Mendes Maciel, apelidado de "Antônio Conselheiro", nascido em Quixeramobim (CE) a 13 de março de 1830, de tradicional família que vivia nos sertões entre Quixeramobim e Boa Viagem, fora comerciante, professor e advogado prático nos sertões de Ipu e Sobral. Após a sua esposa tê-lo abandonado em favor de um sargento da força pública, passou a vagar pelos sertões em uma andança de vinte e cinco anos. Chegou a Canudos em 1893, tornando-se líder do arraial e atraindo milhares de pessoas. Acreditava que era um enviado de Deus para acabar com as diferenças sociais e com a cobrança de tributos. Acreditava ainda que a "República" (então recém-implantada no país) era a materialização do reino do "Anti-Cristo" na Terra, uma vez que o governo laico seria uma profanação da autoridade da Igreja Católica para legitimar os governantes. A cobrança de impostos efetuada de forma violenta, a celebração do casamento civil, a separação entre Igreja e Estado eram provas cabais da proximidade do "fim do mundo". A escravidão havia acabado poucos anos antes no país, e pelas estradas e sertões, grupos de ex-escravos vagavam, excluídos do acesso à terra e com reduzidas oportunidades de trabalho. Assim como os caboclos sertanejos, essa gente paupérrima agrupou-se em torno do discurso do peregrino "Bom Jesus" (outro apelido de Conselheiro), que sobrevivia de esmolas, e viajava pelo Sertão. O governo da República, recém-instalado, queria dinheiro para materializar seus planos, e só se fazia presente pela cobrança de impostos. Para Conselheiro e para a maioria das pessoas que viviam nesta área, o mundo estava próximo do fim. Com estas idéias em mente, Conselheiro reunia em torno de si um grande número de seguidores que acreditavam que ele realmente poderia libertá-los da situação de extrema pobreza ou garantir-lhes a salvação eterna na outra vida.

quinta-feira, 1 de março de 2012

ACONTECEU NA 1ª SEMANA DE MARÇO – 6º ANO – Aula de Educação Física










 
Como membros do 6º ano fazemos parte do partido da Felicidade. Um dos nossos objetivos principais é propor ideias para que nossa vida no colégio seja cada vez mais feliz. Por isso queremos apresentar os momentos em que somos muitos felizes no colégio.

Nas imagens acima vemos os colegas de classe se preparando para atividade de Educação Física. Felizmente deu tudo certo e todos se divertiram.
No término da aula  de Educação física fomos para o lanche , que também foi muito divertido.
     
Essa é uma pequena parte do nosso lanche,  nós brincamos, comemos e etc.

Semana que vem tem mais até logo.

Matéria escrita pelo estudante Rafael Moutinho

Cursinho Degraus, aqui o negócio é repetir


ACONTECEU NA 1ª SEMANA DE MAIO – 9º ANO – AS AGENDAS CHEGARAM





                                       Finalmente...
...chegaram as agendas.
As imagens mostram o design da agenda e seu interior.
Após a grande espera elas finalmente chegaram.
A agenda é um instrumento muito utilizado pelos estudantes do colégio para a anotação de lembretes, de deveres e trabalhos e até mesmo datas e conteúdos de prova.
Ela chegou no dia 28 de fevereiro, praticamente um mês após o início das aulas. Todos sentiram a falta dela.
Havíamos recebido orientações para anotar os compromissos nos cadernos, porém isso não deu certo para todos. Alguns não conseguiram se organizar direito
Agora não tem desculpas, as agendas chegaram e foram recebidas com muita animação.
O seu novo design está muito bonito, da cor azul e uma imagem animadora e colorida, suas folhas são de papel reciclável e em cada dia há uma frase célebre.
Ela possui ainda o guia de convivência, local para colocar o horário das aulas, local para preencher o calendário de provas, conceitos, e calendário de 2012 e 2013 e seus respectivos feriados.
Nela há também a tabela periódica dos elementos, mapas.
No final da agenda há uma agenda telefônica onde poderá pode-se anotar telefones de amigos, professores e de locais importantes.

Matéria escrita pelas estudantes Millary Nunes, Paula Simões, Bianca Faria, Karina Pires, Larissa Monteiro e Andressa Picciano

ACONTECEU NA 5ª SEMANA DE FEVEREIRO 6º ANO - AULA DE ESPANHOL - Dia 27/02/2012



O professor de espanhol  (Wendel) fez grupos  de trabalho de 4 pessoas e nós gostamos muito.
Falamos bastante, e muitas vezes em espanhol.
Falar na aula de espanhol vale nota, veja que legal.
Porém, quando o assunto não era da aula e estava atrapalhando a aprendizagem, o professor pedia para pararmos e nós obedecíamos.
Em alguns momentos rimos sem parar, isso porque essa aula estava uma delícia.



Matéria escrita pelos estudantes Matheus Galdino; Matheus Gonzalez; Isabela; Thales; Isadora e Keyla.


ACONTECEU NA 1ª SEMANA DE MARÇO 6º ANO A - AULA DE TEATRO – Dia 01/03/2012


ACONTECEU NA 1ª SEMANA DE MARÇO

6º ANO A - AULA DE TEATRO – Dia 01/03/2012



        Nas aulas de teatro, formamos grupos e estamos fazendo uma radionovela, que vai ser usada na sala do infantil I e II.

        A foto retrata a professora de teatro (Carmem) escutando a leitura do roteiro da radionovela do grupo, com os integrantes Bryan, Dominique, Keyla, Henrique e Raphael Castro.

Notícia escrita pelos estudantes Lucas Escobar, Guilherme, Fernanda, Marcela, Júlia, Gabriela e Nathália.


Entrevistas / Palestras
 
 
Yves de La Taille
Especialista em Psicologia Moral e chefe do Laboratório de Estudos do Desenvolvimento e da Aprendizagem do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo

ENTREVISTA
Os mais diversos significados são atribuídos aos termos moral e ética. Qual a definição que o senhor adota?
YT: Na definição que eu proponho, a moral situa-se no campo do dever e refere-se à pergunta "como devo agir?", enquanto que a ética responde à questão "que vida quero viver?". Essas duas coisas são complementares, pois somos ao mesmo tempo submetidos às influências da dimensão da regra e da busca da felicidade.
O senhor poderia dar um exemplo do que seria uma conduta moral e uma conduta ética?
YT: Gosto de citar uma passagem da biografia do escritor francês Albert Camus. Ele conta que, quando pequeno, era um menino pobre que estudava numa escola de meninos ricos. Certo dia, uma professora pediu que cada estudante escrevesse sobre a profissão da mãe. Camus responde que a sua era empregada doméstica, mas fica com muita vergonha. Logo em seguida, sente vergonha de ter sentido vergonha. Na primeira vergonha há um valor ético, que é acreditar que uma boa vida implica riqueza. No segundo momento, há um valor moral, pois ele sabe que não deve ter vergonha da própria mãe.
Podemos dizer que existe hoje uma crise da moral?
YT: A sociedade capitalista em que vivemos assenta-se sobre uma base materialista, e portanto acaba associando a felicidade à posse, deixando de lado os valores mais transcendentes. É uma sociedade contraditória, que propaga valores morais como "não roubar" e "não mentir" e, ao mesmo tempo, vende a idéia de dinheiro, glória e consumo como objetivos a serem buscados para uma vida feliz. Surge assim uma contradição entre a moral e as respostas sobre a vida, em que a primeira é, na maioria das vezes, sacrificada.
A educação está falhando na forma de lidar com esse processo?
YT: Apesar de educadores importantes (como Paulo Freire) pregarem o contrário, a maioria das escolas foi virando as costas para a formação mais humanista e crítica e se voltando para uma educação técnica e pragmática, guiada pelo mercado. Eu diria, portanto, que a escola está falhando na sua função crítica, de funcionar como um filtro às várias influências e valores que são passados o tempo todo às crianças. Além disso, poucas escolas têm um trabalho pedagógico específico e bem elaborado para a educação moral como têm para a Matemática, para a Geografia... Ao contrário, quando se trata de educação para valores cada professor está isolado. A escola não está se organizando, não está levando a sério essa questão.
Pais e professores vivem empurrando uns para os outros a responsabilidade quanto à formação moral e ética das crianças. Qual a parte que cabe a cada um?
YT: Esse é um trabalho dos dois. A moral e a ética são valores culturais, e a criança é aculturada na família, na escola, na mídia, na rua etc... Tanto a escola quanto a família têm de deixar claros os seus valores e definições do que é uma vida plena. Se não o fazem, acabam sendo substituídas pela mídia, que exerce muito bem esse papel. Como já disse, hoje as respostas éticas e morais são freqüentemente contraditórias. As crianças ficam perdidas e isso evidentemente prejudica tanto o desenvolvimento moral quanto ético. Cabe à escola e à família ajudá-los nesse processo.
E a família e escola têm poder para isso? Mesmo diante de meios tão poderosos como a TV, que impõe valores diariamente às crianças?
YT: A televisão é um meio poderoso, é verdade. Mas a família e a escola também o são. O que falta é colocar de forma mais clara os seus valores, as suas respostas éticas, as suas regras e os princípios que inspiram essas regras.
Com os PCN, a ética passou a ser um tema transversal que deve ser abordado pelos professores das diversas disciplinas. Mas ensinar valores é bem diferente do que ensinar Matemática ou Língua Portuguesa. Na sua opinião, os docentes estão capacitados para isso?
YT: A questão da formação dos docentes toma uma dimensão totalmente diferente no campo da ética e da moral. No caso da Matemática, há o conteúdo e as técnicas para ensinar esse conteúdo. O mesmo acontece com a História, com a Língua Portuguesa, com a Educação Física. Com a moral e a ética é diferente. Antigamente, determinadas pessoas eram reconhecidas como porta-vozes legítimos da educação moral. O padre, por exemplo. Mas e hoje, quem tem legitimidade para isso? Não há um especialista em moral e ética. Logo, esse papel é exercido por todos os professores. Há muito pouco o que se fazer com relação à formação técnica, para que eles exerçam bem esse papel.
Devem, talvez, estudar um pouco sobre o que a psicologia do desenvolvimento tem a dizer sobre a criança. Saber, por exemplo, que uma criança de oito anos não consegue assimilar princípios, apenas regras concretas. O mais importante, porém, é saber trabalhar de forma em conjunto com os colegas. Um professor tem pouca força quando trabalha isoladamente. As políticas e estratégias devem ser discutidas coletivamente por toda a equipe de docentes e direção.

O senhor pode dar um exemplo de como seria esse trabalho em conjunto?
YT: Veja as campanhas que as escolas fazem contra o fumo. Quantas crianças não voltam para casa e brigam com os pais para deixarem o cigarro? A escola consegue influenciar a criança e a família sobre essa questão porque tem uma campanha bem feita, complexa, onde todos se mobilizam. Se, da mesma forma, ela se organizar para mostrar a importância de determinados valores, também terá bons resultados. A escola tem mais força do que imagina.
Isso significa que os valores só podem ser discutidos em grandes campanhas?
YT: Não, as campanhas funcionam quando se trata de um assunto que está diariamente na mídia, como a paz atualmente. Mas o importante no trabalho com valores é invadir a rotina escolar. A ética tem de estar presente no recreio, na reunião de pais, ou mesmo na hora de lidar com um aluno indisciplinado. Vamos imaginar um estudante que insiste em ficar conversando durante a aula. Ao invés de colocá-lo para fora, o educador pode levá-lo a refletir sobre a situação, fazê-lo se colocar no lugar do professor para perceber como ele se sente desrespeitado. Nesse momento, a moral e a ética estão sendo trabalhadas.
E como avaliar os resultados desse trabalho?
YT: A ética não pode ser avaliada. O professor pode apresentar valores que julga importantes, mas o aluno tem liberdade de decidir se os adota ou não. A avaliação, portanto, só pode ser sobre a moral. E eu diria que a melhor forma de avaliá-la é observar o comportamento da turma no dia-a-dia. O fato de ela estar mais respeitosa, mais pacífica, é o melhor indicador de que o trabalho está dando resultado.
Como saber quais valores e respostas éticas devem ser trabalhados?
YT: Isso quem deve definir é a escola. Existem alguns valores, como solidariedade e justiça, que estão na Constituição brasileira. Já as respostas éticas são mais complicadas. A escola tem de escolher os seus valores, princípios e regras e deixar isso bem claro para os pais. Ao criar, por exemplo, uma regra para impedir o uso do celular, deve deixar claro que por trás dessa decisão há um princípio, que é o de evitar interferências externas. Essas coisas aparentemente banais pressupõem uma profunda reflexão sobre valores morais e éticos. Com base nessa reflexão chega-se aos princípios - que, por sua vez, definem as regras que serão adotadas.
É importante o professor refletir mais, então?
YT: Sem dúvida. Para que a escola tenha sucesso na formação moral ela precisa refletir mais sobre os valores que quer adotar. E isso deve começar por uma reflexão pessoal de cada professor. Em geral, pessoas que têm clareza sobre os seus próprios valores trabalham mais facilmente esse tema.
(Por Priscila Ramalho)